Quanto tempo, não é mesmo? Será que ainda consigo? Vamos
ver:
Papel e lápis sobre a mesa. Ele estava ali sentado há alguns
minutos, mas não pensava em nada que pudesse escrever. “Talvez eu deva
desistir”, pensou, “isto não é para mim”.
Olhou para a janela, pode ver um belo pôr-do-sol digno deste inverno. “Será que não tenho criatividade?”, questionou a si mesmo, “esta não deve ser
a minha vocação, talvez eu seja um bom padeiro...”
Olhou para o papel, pensou nas aventuras que Jack não teve,
nas travessuras nunca feitas de Leila contra sua irmã, na futura, digna e
heróica morte de Teon se lançando contra o exército inimigo para salvar a única
pessoa que podia dizer ser sua família. Todos os seus personagens, principais e
secundários, todos deixando de existir. Todos os mundos imaginados se
desmanchando sem nunca terem existido de verdade.
Era o fim para todos eles...
– Ei, espera! Eu disse padeiro? Haha, só posso estar
brincando. Criar pessoas, vidas, cidades, países, mundos, universos! Esta é a
minha vocação. Não vou deixá-los morrer sem antes terem a oportunidade de
marcar a sua história nas páginas dos livros que irei escrever. E não vou parar
de escrever até que consiga marcar a minha história nas páginas da vida.
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